Um amigo me conta que viu uma inovação “sensacional”: um cintológio.
Sim, isso mesmo!
Uma mistura de cinto e relógio. O relógio fica na fivela.
Que prático, não? Alguém te pergunta as horas, peraí que vou ver, curva as costas, dá uma olhada, levanta de novo e fala (!!!)
Brincadeira ou não (ele jura que não!), essa “inovação” retrata um problema típico das organizações. Esse problema foi articulado de forma simples e direta por Steve Blank, conhecido especialista em criação de novos negócios / empresas (se não conhece, vale dar uma olhada no livro “Startup: manual do empreendedor”):
“Construímos coisas que as pessoas não querem ou não se importam.”
Não acontece demais? Ando melhorando, mas já fiz muitas vezes.
Uma razão-chave para isso acontecer (dentre tantas outras): gostamos mais de dar ideias e criar soluções, mas menos de investir tempo entendendo de fato o que nossos clientes, internos ou externos, verdadeiramente precisam.
Mas, para inovar, como disse Uri Levine, cofundador do Waze, você precisa amar o PROBLEMA, não a SOLUÇÃO.