Mude a mentalidade. Aqui, não existe “dar errado”!

Aprendemos desde cedo, quando crianças, que fracassar é ruim – e isso passa para as organizações. Impactos cruciais: queremos minimizar erros (o que dificulta a inovação) e, quando erramos, buscamos esconder (de forma que não aprendemos efetivamente com os nossos insucessos).

Podemos fazer várias coisas aqui para tentar mudar isso, dentre elas o abaixo:

Medir fracasso por custo, e não por taxa. Importa menos se errei 10 vezes – importa mais quanto esses erros custaram à empresa.

Punir fracassos previsíveis em operações rotineiras, e não qualquer fracasso. Falhar ao inovar por meio de experimentação (e não em operações rotineiras do dia a dia) proporciona novos e valiosos conhecimentos que podem ajudar uma empresa a saltar na frente da concorrência e garantir seu crescimento futuro. É claro, isso não significa “carta branca” para perder dinheiro e tempo à vontade. Mas dar permissão para as pessoas estarem erradas e valorizar o aprendizado, reduzindo o medo de fracassar, é fundamental. É normal o fracasso ao inovar, ao buscar o desconhecido. Este fracasso deve ser não só aceito, mas incentivado! Como já disse Eric Ries, autor do livro Startup Enxuta: “Um experimento que não funciona da forma que você esperada não é um fracasso, é um aprendizado.”

Encorajar experimentos fora da caixa, e não apenas incrementais. Testar pequenas mudanças que podem melhorar um processo atual existente pode ser necessário – mas provavelmente insuficiente para as ambições de longo prazo da organização. É preciso sair da “zona de conforto” para testar coisas verdadeiramente diferentes, que podem resultar em saltos de performance, e não pequenas melhorias.

Valorizar e dividir deliberadamente aprendizados com os fracassos, e não os esconder. Ao esconder, a organização não aprende, e pode inclusive cometer os mesmos erros no futuro.

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É necessária, pois, uma mudança de atitude em relação ao erro. É preciso encará-lo como um feature do aprendizado, e não um bug!

Num mundo complexo e veloz, não há como ter certeza do que dará certo. O caminho é dar mais tiros — e aprender com cada acerto e erro.

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