Quatro sapos estão na beira de uma lagoa. Três decidem pular. Quantos ficam na beira?
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Uma decisão tomada não é, necessariamente, executada da forma que foi concordada.
Exemplo: decidiu-se por fazer A, B e C. De repente, percebe-se que está sendo realizado A, metade de B, nada de C e W, que ninguém tinha falado que era para fazer!
Acho que as pessoas estão confundindo velocidade com afobação, com mudar de direção à toda hora, com sair fazendo!
Se uma decisão foi pensada, discutida e tomada, precisamos “dar uma chance a ela” – executá-la da forma que foi desenhada. Se não der certo, ótimo, revisemos. Mas concordar e depois fazer diferente…aí não faz sentido!
Se você é um líder e quer evitar que isso aconteça, duas coisas podem ajudar:
1. Dar abertura. Todos os envolvidos na decisão devem ter liberdade de debater. Pergunte para as pessoas o que elas acham, peça opiniões. Ouça muito! Ouvir não é acatar, não quer dizer que você necessariamente vai fazer tudo o que disserem. Ouvir é considerar com atenção e respeito o que está sendo dito.
2. Exigir compromisso. Uma vez que o plano foi finalizado, por outro lado, exija compromisso. Veja, como dito acima, as pessoas devem ter liberdade de debater a decisão enquanto ela está sendo tomada. Após isso, não deve haver mais debate, a menos, é claro, que haja necessidade de uma revisão formal. Não estimule e nem aceite conversas de corredor do tipo “eu não concordo com o plano, mas fazer o que, vamos lá.” Executivos de uma grande empresa de tecnologia dizem que a expectativa na organização com relação a isso é a seguinte (a frase que muda o jogo!!): “concorde e se comprometa ou não concorde e se comprometa; mas se comprometa.” Excelente! Uma vez decidido, deve haver um firme comprometimento de todos com a ação!
PS: Resposta: quatro sapos. Decidir não é a mesma coisa que fazer.