Uma das principais razões para desgastantes atritos em processos decisórios é a falta de claridade sobre qual o papel que cada pessoa vai exercer na tomada de decisão em questão.
Exemplos:
_Alguém é chamado para dar uma opinião e fica bravo quando a decisão não segue o que pensa.
_Uma pessoa acha que pode tomar a decisão X, mas depois descobre (às vezes, tarde) que precisa ser uma pessoa “dois níveis acima”.
_Fulano recebe a tarefa de executar uma decisão qualquer, e fica p. da vida por não ter participado da decisão em si (“só me falaram o que eu tinha que fazer.”)
Para evitar que isso aconteça, é necessário não só estabelecer quem participa de cada decisão, mas de que forma.
Existem várias ferramentas para fazer isso. Gosto de utilizar o P.A.C.E., que ajuda muito! Veja uma breve descrição dele a seguir.
________
P = Process Owner (dono do processo)
Esta é a pessoa que conduz todo o processo para a tomada da decisão específica em questão (exemplo: levanta informações, convoca discussões, faz ata de reuniões).
O ideal é que esta pessoa tenha boas competências de análise, organização e escuta ativa. Mandatório que seja só uma, evitando confusões e retrabalhos.
A = Aprovador
O dono da decisão e dos resultados. Quem “tem a caneta”. O ideal é que seja uma pessoa única, porém, é comum que sejam várias, especialmente para decisões mais complexas.
É importante, é claro, que a pessoa de fato tenha a autoridade para tomar a decisão. Idealmente, ela também conhece muito sobre o tema da mesma.
C = Contribuidor
Como o nome diz, é quem vai ajudar com a decisão, trazendo a sua perspectiva, dados e informações. Podem ser várias pessoas.
Naturalmente, precisam ter algum conhecimento relevante para a decisão. Idealmente, apresentam boa competência de comunicação (clareza, objetividade) e colaboração (entendem que estão ali para contribuir, mas não decidir).
E = Executor
É quem coloca a decisão em prática. Podem ser várias pessoas.
Importante: nem todos precisam participar de todas as decisões de uma organização (já imaginou o caos?).É natural que, em muitas situações, sejamos “apenas” — entre muitas aspas — executores.
O ponto-chave aqui é a capacidade de executar com consistência, removendo barreiras e seguindo adiante, mesmo quando faríamos diferente se estivéssemos no lugar de quem decidiu.