Tomamos decisões – ou participamos delas de alguma forma – o tempo todo, seja na vida pessoal ou nas organizações em que trabalhamos.
E como é difícil fazer isso bem!
Às vezes fico pensando como seria tomar decisões em um ambiente corporativo “ideal”.
Mas logo lembro que tal ambiente não existe (eu, ao menos, nunca vi!). E lembro da vida como ela é.
Como seria um? E o outro? Acho que mais ou menos assim:
| Tomando decisão em uma situação ideal | A vida como ela é… |
| Uma pessoa única é a tomadora da decisão. | Várias pessoas tomam a decisão e precisam estar “alinhadas”. |
| Fatos e dados necessários para a tomada de decisão estão disponíveis, são conhecidos e validados por todos. | Fatos e dados incompletos, conhecidos por parte das pessoas e muitas vezes questionados se são de fato “verdadeiros”. |
| Objetivos bem definidos, invariáveis, explícitos e conectados com a organização (metas financeiras, de satisfação do cliente, etc.) | Objetivos confusos, que variam a toda hora, implícitos e conectados com resultados pessoais (poder, visibilidade, promoção, etc.) |
| É possível articular todas as possíveis consequências da decisão. | É frequentemente impossível, ou mesmo indesejado, apontar todas as consequências. |
| Restrições e limitações orçamentárias claras, não-contraditórias e definidas com antecipação. | Restrições e limitações orçamentárias desconhecidas, conflitantes e aparecendo durante e após a tomada de decisão. |
| Há sempre uma decisão ótima para todos os envolvidos. | O que parece ser a melhor decisão para toda a organização pode não ser a melhor para cada área ou parte envolvida. |
Claro que as situações acima são extremas e variam de empresa para empresa, de decisão para decisão. Porém, em geral, creio que estamos mais próximos da coluna da direita do que da esquerda…