No começo da década de 1980, a Apple estava procurando um novo CEO. Steve Jobs, um dos fundadores, era jovem e também acreditava que poderia fazer sentido trazer para o barco uma pessoa do mercado, com bastante experiência.
Identificaram um candidato que ficaram muito interessados, chamado John Sculley, então presidente da Pepsi.
Foram diversas conversas com Sculley para atraí-lo para a Apple, mas nada parecia de fato convencê-lo. Ele tinha uma posição consolidada e atrativa na Pepsi – então, para que arriscar?
Foi somente quando Jobs disse o seguinte que, segundo o próprio Sculley, ele pensou melhor e aceitou a proposta: “Você quer passar o resto da vida vendendo água adoçada ou quer uma chance de mudar o mundo?”
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O que é uma visão?
Penso em visão como “aonde se quer chegar”. Ela vale para a visão de uma empresa (normalmente definida junto com missão, valores e propósito), mas também para qualquer situação que você queira resolver ou melhorar, não importando seu tamanho, origem ou número de pessoas envolvidas.
Um exemplo simples: imagine a seguinte situação que se quer resolver – “leva-se muito tempo para tomar decisões”. Uma possível visão para esta situação seria “um processo decisório efetivo e curto”. Temos aí uma definição clara de onde se quer chegar.
Por que criar uma visão?
Mas…por que uma visão é importante?
Porque uma visão bem definida funciona como um gatilho para a mudança. Ela cria senso de urgência e mobiliza a ação, pois sabemos aonde queremos chegar e “estar lá” (ou seja, chegar na visão) parece muito melhor para todos os envolvidos do que ficar na situação em que se está hoje.
Como já disse John Kotter, professor de Harvard:
“Sem uma boa visão, um plano raramente consegue inspirar o tipo de ação necessária para produzir uma grande mudança.”