Fuja PARA trabalhar!

Não é nada novidade, mas talvez você ainda não esteja convencido disso, ou mesmo dando a atenção necessária para o assunto.

Se você vive no mesmo planeta que eu, está infernal. A quantidade de e-mails, WhatsApps, mensagens, pedidos, telefonemas, recados, pessoas que vão na sua mesa, reuniões, redes sociais, sites de notícias…enfim, interrupções e distrações não faltam – muitas delas, vale ressaltar, por nossa própria culpa.

Algumas pessoas até parecem gostar disso. Querem parecer muito ocupadas, sentem-se “indispensáveis” para o dia a dia da empresa. Parecem estar ligadas no “modo reativo”: correm de reunião para reunião, checam e respondem o e-mail a cada cinco minutos, fazem diversas ligações, estão a toda hora “apagando incêndios”, fazem tudo o que pedem para ela. Para muitas, estão apenas “resolvendo questões urgentes”. Ouso dizer que, em boa parte das vezes, estão apenas desviando do que é realmente importante de ser feito, e fazendo tarefas mais rotineiras de forma acelerada, esbaforida, tudo ao mesmo tempo.

Mas o que dá para fazer? Gostaria de dividir duas sugestões bem práticas.

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1. Bloco de atenção focada. Especialmente para algo difícil, que requer que você pense mais, aloque um tempo definido (10 minutos, 20, enfim, o tempo necessário) e faça somente esta ação durante esse tempo, concentrado e sem interrupções. Se o tempo for mais longo e for possível para você, fuja PARA trabalhar (uma salinha isolada, um café, home-office parcial). Certeza: o seu trabalho será de maior qualidade, em menos tempo e a sensação de realização muito mais positiva do que fazer múltiplas atividades o tempo todo, de forma ansiosa, reativa e caótica.

2. Para e reveja. Uma vez por semana, por exemplo às sextas-feiras, reserve um tempo para avaliar o progresso do trabalho. Pergunte a você mesmo: trabalhei nas minhas prioridades? Consegui atingir os resultados que buscava esta semana? Fiz blocos de atenção focada? Onde dá para melhorar? Esta autoavaliação consciente e serena também vai ajudar muito a sair do “modo reativo”.

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