O primeiro
Entende cuidadosamente o problema enfrentado. Define e alinha uma visão clara de onde quer chegar. Após isso feito, discute com profundidade várias opções de planos, envolvendo várias pessoas. Apenas quando chega a um plano completo, detalhado e alinhado com todos, prossegue com a execução.
O segundo
Entende a essência do problema. Não chega a definir uma visão formal – discute mais uma ideia do que se quer atingir. Define rapidamente um plano inicial e já começa e executá-lo para aprender com os resultados.
Qual você acha melhor?
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Como para muitas coisas em liderança e gestão, não há uma resposta “correta”.
Trago aqui apenas algumas provocações e um ponto de vista!
Alguns prós do primeiro tipo de gestão
_Mais chance de atuar no problema correto;
_Uma visão clara de aonde se quer chegar tende a engajar melhor as pessoas, além de facilitar a criação do plano;
_Ao ouvir a perspectiva de várias pessoas, pode-se evitar erros e antecipar riscos;
_Ao definir um plano completo e detalhado, fica mais claro o que precisa ser executado, como, por quem e quando.
Alguns prós do segundo
_Mais velocidade;
_Menos energia/tempo das pessoas investido em cada entendimento de problema e criação de plano;
_Planos validados/ajustados via resultados reais da execução, vs. opiniões das pessoas;
_Mais disposição para mudar os planos, visto que não se dedicou tanto tempo a eles.
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Qual desses utilizar?
Acho que não existe um que seja sempre mais adequado. Ao menos três fatores podem ajudar você a escolher:
1. Conhecimento do problema. Se o time conhece muito bem o problema e tipos de planos comuns para endereçá-lo, vale a gestão 1. Do contrário, vá para a 2! É melhor testar e aprender com o mercado do que ficar tendo longas discussões baseadas em intuições e achismos.
2. Reversibilidade. Uma vez começado, seu plano é pouco ou quase nada reversível (exemplo: construção de uma nova fábrica)? Vá com a gestão 1. Melhor investir um pouco mais de tempo. Caso contrário, gestão 2! Experimente desde o começo, de forma frequente, barata e rápida, gerando aprendizado do que funciona.
3. Prazo. É uma oportunidade única e com prazo urgente associado? Bem, aqui não há muita opção. Você precisa ir para a gestão 2, ainda que gostasse de ter o tempo necessário para fazer tudo com mais calma.
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Mas será que esses dois tipos de gestão são completamente “excludentes”?
Em outras palavras, dada uma situação, preciso escolher se vou com a gestão 1 ou a 2?
Acho que não necessariamente! Uma mesma situação pode ser trabalhada com elementos da gestão 1 e da 2!
Exemplo: imaginemos o projeto de um foguete para a lua. É caso de gestão 1, de forma geral. Mas haverá pontos do plano que podem (e devem!) ser testados via experimentos de forma veloz e validada – aspecto central da gestão 2!