As vantagens desse jeito de se trabalhar

No mundo corporativo, muito se fala sobre “experimentação”, “teste e aprenda”, “pense grande, comece pequeno” e similares. Mas por que, afinal de contas, é melhor trabalhar dessa forma?

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1. Melhores decisões: testar é o melhor jeito de decidir.

É comum decisões importantes nas empresas serem tomadas em uma reunião, não é mesmo?

Cada pessoa expõe seus argumentos, suposições, hipóteses. Discussão fervorosa. Longas horas. Novas reuniões. No final, é comum “ganhar” quem se comunica melhor, tem as melhores relações, ou tem mais poder. E não evidências concretas do potencial da ideia!

Ao invés disso, por que não deixar a realidade dizer o que é melhor? Então, ao invés de se isolar do cliente (interno ou externo) e imaginar o que ele quer, é melhor construir experimentos curtos e frequentes, medindo resultados e aprendendo.

2. Melhores ideias: fazer é o melhor jeito de pensar.

David Kelley, fundador da IDEO, renomada consultoria de design thinking, já disse: “pense com as mãos.”

Parece paradoxal, porque estaríamos “perdendo tempo com desenhos, esboços etc…”. Mas é justamente o contrário! O próprio processo de prototipagem estimula novas e melhores ideias, além de facilitar a transmissão delas entre pessoas, times e áreas da empresa.

3. Melhores preditores: teste real é cliente FAZER algo.

Experimentos tendem a gerar respostas mais autênticas e acionáveis do que fazer uma série de perguntas teóricas sobre ideias abstratas, típicas de pesquisas de mercado.

E, ao final das contas, queremos medir comportamentos (o que o cliente vai ou não vai fazer!), e não opiniões!

Ah, e experimentos não precisam dar mais trabalho: basta um protótipo que tire a ideia da cabeça das pessoas e coloque-a em algo que as pessoas possam experienciar e reagir. Exemplos: um vídeo ou desenho da solução proposta.

4. Mais velocidade, menos custo: evita prazo e custo de desenvolver a “solução final”.

Desenhar um experimento, naturalmente, leva bem menos tempo e custa bem menos do que ter a solução final. Isso permite mais tempo testando e aprendendo de forma rápida e barata, e menos planejando e pensando de forma lenta e custosa.

5. Risco controlado: se der errado, não prejudica.

Antes de qualquer experimento, uma pergunta-chave a ser feita é: se a resposta não for a que desejamos, o que acontece? O experimento é desenhado a priori para ter risco baixo! Por outro lado, desenhar uma “solução final” é, por definição, mais arriscado: você já está investindo mais tempo e dinheiro sem aprender ao longo do caminho! E se descobrir, só no final, que a solução não funciona?

6. Testar várias coisas: mais tiros, e aprender quais acertam alvos.

No chamado mundo V.U.C.A. (da sigla em inglês volátil, incerto, complexo e ambíguo), as coisas mudam cada vez mais rapidamente. Como já disseram, “a única constante é a mudança.”. Trabalhar com experimentos, nesse contexto, é muito melhor, ao permitir que você avalie várias ideias ao mesmo tempo, aprendendo de modo sistemático e validado onde priorizar seus esforços.

Em outras palavras, você pode criar um portfolio de experimentos (e não “projetos” de longo prazo).

Como disse Jeff Bezos, CEO da Amazon, “Alguns poucos experimentos bem sucedidos compensam por dezenas que não funcionaram.”.

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