A inovação deve começar por uma dor – algo que pessoas querem ou precisam realizar, mas não estão conseguindo.
Mas… como identificar uma dor?
Um caminho interessante é a busca de indícios de que uma dor existe.
Vejamos um exemplo:
Marco investe em fundos imobiliários. Todo ano, fica preocupado em como reportar isso em seu imposto de renda. Já buscou várias fontes sobre o tema e testou diferentes soluções. Atualmente, cria lembretes em sua agenda sobre assuntos relacionados, usa um Excel que criou para fazer contas de impostos mensais, além de um app de anotações para ajudar a organizar informações variadas, como comprovantes de pagamentos. Quando um assessor de um grande banco perguntou a ele se toparia pagar por um serviço que o ajudasse a resolver o assunto de forma simples e confiável, desde que ele concordasse em participar do desenvolvimento da versão beta, ele topou na hora.
São três os tipos de indícios, e todos eles aparecem aqui nesse caso:
1. Ação: Marco tem agido ativamente para solucionar a dor (buscou fontes, testou soluções). Este indício é chave, porque muitas pessoas acham que deveriam resolver um problema, mas não estão dispostas a colocar esforço para isso! Mais difícil de inovar, portanto.
2. Adaptação/usos incomuns: está usando agenda + Excel + Evernote para ajudar – ferramentas que não foram feitas especificamente para isso.
3. Disposição para pagar ou cocriar: ele topou participar do desenvolvimento de um beta. Ponto! Pouco provável de isso acontecer se Marco realmente não quisesse algo para ajudar com essa dor. Agora, restaria você descobrir o tamanho disso, ou seja, quantas pessoas têm essa dor, para saber se você tem uma oportunidade para inovar.