Tem tanta coisa mudando, e tão rápido, que não sabemos, como pessoas e profissionais, para onde atirar. Acredito que, em maior ou menor grau, estamos todos com esse desafio!
Bom, uma boa forma de definir alguma coisa é…dizer o que ela não é! E, para fazer isso, divido essa frase de um relatório da consultoria McKinsey:
“Sucesso envolve muito mais que aprender e incorporar tecnologias. É necessária uma nova abordagem para lidar com a incerteza.”
Essa frase vale ouro! Tecnologia é, sim, importante. Mas, antes dela, o que precisamos é de um novo jeito de pensar e fazer coisas!
E qual é esse novo jeito?
Hum, aí temos outro problema…não é fácil descobrir por onde começar, o que é realmente importante. São dezenas de conceitos, ferramentas e metodologias que surgem (e desaparecem) com uma velocidade enorme…para citar apenas alguns:
Orientação ao cliente • megatrends • customer centricity • MVP • jornada do cliente • imaginação • customer development • exponencial • experimentação • design thinking • métricas do cliente • pattern recognition • adaptabilidade • scrum • disrupção • co-criação • decisões rápidas • tolerância ao pensamento divergente • risco/erro • mapa de customer experience • lean • ideação e prototipação • ágil • test and learn • business model • teste com usuários • sense making…
Bom, após inúmeras conversas com pessoas envolvidas no assunto e extensa pesquisa de livros e artigos sobre o tema, acredito que o mindset digital englobe cinco habilidades principais. Chamo o conjunto dessas habilidades de “mentalidade dinâmica”. A definição de “dinâmico” no dicionário é: ativo, energético; que admite mudança; que evolui sempre; que inclui criatividade. Exatamente o que buscamos aqui.
Aqui vai uma brevíssima explicação dessas cinco habilidades:
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1. Empatia. Não é novidade que os consumidores estão mudando. Ganharam poder, experimentam mais, querem mais interação, empresas com propósito, enfim. Antes, entender do cliente era “placa na parede” das empresas. Hoje, é questão de sobrevivência mesmo.
2. Iteração. Se o mundo muda muito e rápido, esqueça planejamentos engessados de longo prazo, lentidão na tomada de decisão (baseada em intuição e senioridade), punição de qualquer erro. É preciso pensar grande, mas realizar experimentos rápidos, baratos e frequentes, tomar decisão de forma veloz (baseada em teste e validação) e encorajar erros advindos da busca do novo.
3. Foresight. Como já disse Warren Buffet, “Pensar estrategicamente envolve preparar-se para o cenário que vem pela frente, e não apenas para aquele que estamos vivendo.” Essa é uma habilidade cada vez mais importante, e inclui conseguir separar tendências de modas.
4. Rebeldia. Troque a mentalidade “como podemos fazer isso melhor?” para a “como podemos fazer algo que as pessoas AMEM e queiram CONTAR PARA TODO MUNDO?” Depois me conte o que aconteceu! 🙂
5. Colaboração. “Se quiser ir rápido, vá sozinho. Se quiser ir longe, vá junto.” Esse conhecido provérbio africano é cada vez mais verdadeiro! Precisamos trabalhar de forma colaborativa não só internamente (com líder, pares, equipe), mas também externamente (com clientes, parceiros, fornecedores, empresas investidas).
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Alguém pode olhar para essa lista e pensar: nada de muito novo aqui! Concordo! O que não quer dizer que aconteça, de verdade, nas organizações…
O mais comum costuma ser justamente o inverso dessas cinco habilidades: foco interno vs. empatia; burocracia lenta vs. iteração; foco no passado e presente vs. foresight; defesa do status quo vs. rebeldia; comando e controle vs. colaboração.
Ou seja: grande desafio para todos nós melhorarmos!