Ah, finalmente chegou uma terça-feira novamente, dia de bater uma bola com os amigos. São quase 21 horas e o jogo está para começar.
Você está no vestiário. Tira a roupa do trabalho, calça o meião, coloca a chuteira, bermuda e camiseta. Seus amigos estão fazendo a mesma coisa, de forma que o papo engata sobre como foram as coisas no fim de semana. Esse é um momento que você gosta – os preparativos, a conversa com os colegas de futebol.
Então, vocês entram em campo, começam a fazer um aquecimento rápido, trocar uns passes, dar uns piques. O pessoal está com pressa e “fome de bola”, então rapidamente vocês dividem todo mundo em dois times e tudo está pronto para começar.
Exceto que…
Estranho. Você não tinha reparado, mas as traves que delimitam o gol não estão lá!
Ah, mas “já estamos aqui”, você pensa. Vamos bater uma bola assim mesmo, sem as traves, sem o gol.
Tente imaginar a situação…um “monte de gente correndo atrás de uma bola”…sem um objetivo claro do que fazer com ela!
Esquisito, não?
Mas nas nossas vidas pessoais e profissionais acontece muito!
Trabalhamos, corremos, resolvemos problemas…sem ter metas claramente estabelecidas! Mas, se não sei o que especificamente quero atingir, como escolho em que focar o meu dia a dia? Deveria ser tão estranho quanto jogar futebol sem o gol!
Trabalhar todo dia sem metas deveria ser tão estranho quanto jogar futebol sem traves!
Essa é uma razão-chave da importância de metas – elas trazem foco.
As metas oficializam a expectativa de desempenho, ajudando a criar um relacionamento de trabalho “sem surpresas” – cada pessoa sabe desde o começo o que se espera dela, em termos inequívocos. As pessoas, então, conhecendo as expectativas, podem focar o trabalho em entregá-las, versus tentar “descobrir o que está na cabeça do chefe”. As metas, nesse sentido, representam uma ferramenta de gestão e desenvolvimento de pessoas fundamental de um líder.
Se bem definidas, as metas tangibilizam as prioridades das pessoas, que podem então desenhar o que precisa ser feito para atingi-las.